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CAMPEÃO À CURTO PRAZO

É possível ser campeão a curto prazo?

Em primeiro lugar é importante dizer que os verdadeiros campeões geralmente têm uma mentalidade bem definida. Eles não querem ser adulados e invejados, não querem ser bonzinhos, não querem ser amados, eles querem ganhar. Outra grande característica dos vencedores é terem suas personalidades bem estruturadas, eles acreditam neles e em sua obra. Eles não pedem permissão para ganhar, vão lá e ganham, só que antes de ganhar eles se preparam. Primeiro eles adquirem pombos excepcionais, depois desenvolvem suas próprias competências para depois fazer as coisas acontecerem com fluidez.

Pretendo neste relato contar como foi minha trajetória na columbofilia desde quando, em 2009, decidi criar pombos para competir. O objetivo aqui não é me apresentar com modelo padrão a ser seguido, apenas  desejo informar alguns critérios que adotei, sem ter tirado nada da cartola,  nada que inventei como um grande mágico. Contudo as etapas seguiram um planejamento que era avaliado e revisado constantemente. Mesmo numa versão resumida a narrativa é um convite a reflexão.  

Como iniciante, partindo do zero, nos dois primeiros anos de columbofilia fui campeão três vezes num clube considerado o mais competitivo do Brasil: foram dois campeonatos de filhotes e um campeonato de adultos. Ainda dentro desses dois anos ganhei o prêmio de “Pombo AS” no Columbódromo de Governador Valadares em Minas Gerais. Quatro títulos nos dois primeiros anos de atividade.

Bem, pelo menos agora nós já sabemos que é possível ser campeão a curto prazo em que pese as imensas complexidades da columbofilia.  

Como tudo aconteceu e porque aconteceu? Seria eu muito inteligente? Eu mesmo não creio nisso. 

O binômio propósito e as escolhas foi o pontapé inicial. Meu propósito não era apenas iniciar uma criação de pombos, desde o início a definição do meu propósito estava relacionado ao que eu queria ser como columbófilo e isso estava bem claro, queria ser campeão. Identificado o propósito e para alcançá-lo teria então que fazer escolhas. Creio que para ter sucesso na columbofilia existe um segundo fator, que precede a inúmeros outros e chama-se “escolhas”. Somente depois das escolhas o criador descobre o tipo de columbófilo é, mas ele é em função das escolhas que fez, em função do que tomou para si dentre muitas possibilidades. São 360 graus de alternativas, as escolhas são nossas, os valores são complexos e as chances de diminuir as complexidades é acreditar em pombos de elevada categoria. Quer saber, esse binômio dou o nome de emancipação. 

Formação da linhagem Jefferson William

A aquisição de aves de ponta foi o passo decisivo para a consolidação da colônia. A sequência do trabalho demandou uma enorme concentração. Todo esforço foi realizado para preparar infraestrutura também correspondente ao modelo pretendido. Tamanha dedicação gerou grandes resultados e a confirmação veio já no primeiro ano de competição, quando ainda era mais um iniciante na columbofilia. Enquanto a maioria dos columbófilos apostavam em modelos que demandavam uma quantidade maior de pombos e variedades de raças apostei em um plantel enxuto. Não foi por um acaso que conquistei quatro títulos nos dois primeiros anos de atividade e nos maiores eventos da columbofilia brasileira. Espero que com poucas palavras tenha conseguido delimitar o meu caminho. Poderia ainda traduzir da seguinte forma: poucos pombos de EXTREMA qualidade e sem miscelânea de raças.

Na lida duas questões primordiais são necessárias para depois entender o resto. Primeiro, entender que não há outro remédio e que nenhum método será capaz de superar a qualidade de um pombo. Segundo, apego a pombos que não dão resultados EXCEPCIONAIS, tendo como parâmetro bons clubes columbófilos, aliás, essa é a razão pela qual pombais ficam abarrotados. 

O processo de miscigenação dos sangues originais entrelaçados resultou numa linhagem própria, caracterizada por exemplares consanguíneos ultra fechados de extrema qualidade.   As experiencias demonstraram na prática que quanto mais fechava o sangue na colônia e em seguida abria o sangue com pombos de fora, melhores resultados eram alcançados. Abusei desta prática e quanto mais abusava melhores eram os resultados. Naquela altura não me preocupava com qual raça promoveria a abertura do sangue, era qualquer uma. Não tinha interesse em desconstruir o que deu certo, por outro lado, não tinha interesse em introduzir outras linhagens e pulverizar o que já estava consagrado. Foi desta maneira que vislumbrei a possibilidade de produzir pombos para que outros columbófilos pudessem com facilidade e pouco recurso financeiro fazer os uploads genéticos em seus pombais.

Já tinha sentido em todas as fibras do corpo a dimensão das emoções do que é ser um campeão, mas desconhecia o quão prazeroso é contribuir para que outros fossem campeões.

Foi vivenciando a dupla experiencia que descobri a minha verdadeira aptidão dentro da columbofilia, meu exato lugar no universo da columbofilia. Hoje posso garantir que  melhor que ser campeão é formar futuros campeões. 

Dei pausa nas competições para me dedicar a produção de matrizes. Vez em quando fazia e faço alguns testes de avaliação testando filhos daqueles casais não testados e pombos que sobravam das vendas e perdi algumas vezes. Em 2016, depois de cinco anos sem voar voei com plantel completo e ganhei o INTERCLUBE, maior campeonato brasileiro entre clubes realizado até hoje no Brasil. 

Este artigo, bem como outros correlatos é apresentado mais detalhado em um dos capítulos do livro que escrevo,COLUMBOFILIA NA PRÁTICA.  

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admin

PERFIL PESSOAL COLUMBÓFILO – Apaixonado PUC MG - Três graduações PALESTRANTE - Área Empresarial


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